ABACAXI

ABACAXI
Ananas comosus
Nome científico
Ananas comosus (L.) Merr.
Família
Bromeliaceae.
Outros nomes populares
abacaxizeiro, aberas, ananá, ananás-selvagem, ananás, ananaseiro, nanás, nanaseiro; pineapple (inglês); ananás e piña (espanhol); ananas (francês); abacascì e ananasso Del Brasile (italiano); ananas (alemão).
Constituintes químicos
bromelina, cinarina, triterpenos, saponinas, flavonóides, glicosídeos, sacarídeos, taninos e mucilagens. Cada 100 gramas de polpa do fruto contém 52 calorias, 0,4 gramas de proteínas, 0,4 gramas de fibras, 18 mg de cálcio, 8 mg de fósforo, 0,5 mg de ferro, 0,08 mg de vitamina B1, 0,02 mg de vitamina B2, 0,20 mg de niacina e 33,46 de vitamina C.
Propriedades medicinais
adstringente, anti-séptica, despigmentadora, digestiva, diurético, expectorante, lipolítica, regeneradora celular, rejuvenescedora.
Indicações
acidez estomacal, afecções das vias respiratórias, afecções da pele, azia, bronquite, estômago, gases, litíase, catarro mucoso das vias respiratórias, inflamação, neurastenia, tosse catarral; como esfoliante enzimático para ativar a circulação do corpo e promover a drenagem linfática; máscaras de tratamento para alisar cabelos crespos; peles oleosas e acnéicas; eliminação de manchas e sardas; celulite e gordura localizada.
Parte utilizada
folhas, frutos (bagos) maduros, casca.
Contra-indicações/cuidados
evitar o contato com os olhos, pois pode causar ardor e irritação. Não usar se estiver grávida nem em caso de úlcera gástrica.
Modo de usar
purê ou suco: peles oleosas e acnéicas; loções e compressas: auxiliar no tratamento de inflamações do rosto; máscara facial: ajudar na regeneração dos tecidos, eliminação de manchas e sardas; ingerido: afecções das vias respiratórias e da pele, bronquite e acidez estomacal, diurético brando, vermífugo, calmante da tosse e expectorante;<br>- é usado em cremes, géis e óleos de massagem para combater a celulite e gordura localizada;<br>- como esfoliante enzimático para ativar a circulação do corpo e promover a drenagem linfática;<br>- máscaras de tratamento para alisar cabelos crespos;<br>- as bromelinas, enzimas contidas nos frutos, na fabricação de pílulas para inflamação de tecidos;<br>- sucos da casca: doenças respiratórias.<br>- extrato: quantidade que contenha 80 mg de bromelina, três vezes ao dia.
Algumas espécies dos gêneros

Abacate – benefícios e propriedades medicinais

Abacate (Persea americana Mill)

Nome científico:
Persea americana Mill.
Família:
Lauraceae.
Sinônimos botânicos:
Laurus persea L., Persea americana var. angustifolia Miranda, Persea americana var. drymifolia (Schltdl. & Cham.) S.F. Blake, Persea americana var. nubigena (L.O. Williams) L.E. Kopp, Persea drymifolia Schltdl. & Cham., Persea edulis Raf. (nome ilegal), Persea floccosa Mez, Persea gigantea L.O. Williams, Persea gratissima Gaertn. (nome ilegal), Persea gratissima var. drimyfolia (Schltdl. & Cham.) Mez, Persea gratissima var. macrophylla Meisn., Persea gratissima var. oblonga Meisn., Persea gratissima var. praecox Nees, Persea gratissima var. vulgaris Meisn., Persea leiogyna Blake, Persea nubigena L.O. Williams, Persea paucitriplinervia Lundell, Persea persea (L.) Cockerell (nome inválido), Persea steyermarkii C.K. Allen.
Outros nomes populares:
abacado, abacateiro; aguacate (esperanto); palta; bego; avocado, west indian avocado, ashue (inglês); avocat, zabelbok (francês); avvocato (italiano); avocado (alemão).
Constituintes químicos:
tanino; metil-eugenol; abacatina (princípio amargo); dopamina; quercitna; perseitol; proteínas; mucilagens; óleo essencial; flavonóides; estragol; anetol; possui quantidades variáveis de matéria insaponificável (máx. 2%); hidrocarbonetos, ácidos voláteis, esteróis (sitosterol, campesterol), aminoácidos; vitaminas (A, B, D, E, G) e lecitina. É rico em potássio, cálcio, fósforo e ferro. Abscisina (sementes).
Fruto: 20 a 25% de óleo, além de: ácidos graxos, hidratos de carbono, substâncias minerais, proteínas, ácido acético, ácido málico, carboidratos, dopamina, esparagina, metil-eugenol, d-perseitol, taninos e vitamina E.
Propriedades medicinais:
adstringente, afrodisíaca, antianêmica, antidiarréico, anti-helmíntico, antiidade, antiinflamatória, anti-reumática, antioxidante, anti-séptico das vias respiratórias, anti-sifílica, antitênia, antiuricêmico, balsâmica, carminativa, cicatrizante, colagoga, colerética, depurativo, digestiva, diurético, emenagoga, emoliente, estomáquica, rejuvenescedora, tônica capilar, umectante, vermífuga, vulnerária.
Indicações:
abscessos, ácido úrico, afecções hepáticas, aftas, anemia, amigdalite, artritismo, indisposição, infecções da bexiga, bronquite, cansaço, caspa, cefaléia, cistites, cólica histérica, diarréia, disenterias, dispepsia, distúrbios da digestão, diurético, dor de barriga, dor de cabeça, eczemas do couro cabeludo, edemas, eructações, estomatite, estresse, febre intermitente, flatulência, gases intestinais, gota, hepatite, hipertensão, inchaço dos pés, indigestão, inflamações dos dedos, nevralgia do trigêmeo, nutritivo, panariços, queda de cabelo, reumatismo, infecções dos rins, rouquidão, secreções catarrais, sífilis, tosse, tuberculose, uremia, uretrites, varizes, verminoses, vesícula biliar, vias respiratórias, vias urinárias, regularizar o fluxo menstrual, ativar a excreção biliar, liberar a menstruação.
Parte utilizada:
folha, fruto, semente, óleo, botões florais. As folhas devem ser usadas secas porque as verdes causam palpitações cardíacas.
Contra-indicações/cuidados:
não é indicado para quem faz regime de emagrecimento ou manutenção de peso, por ser muito calórico e gorduroso. Sem contra-indicações ao uso externo.
Modo de usar:
Uso interno:
– infusão: 50 g de folhas secas em 1 litro de água. Tomar 1 xícara 3 a 4 vezes ao dia.
– infusão: 1 colher (sopa) de folhas secas ou flores picadas em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras(chá) por dia. Tomar morno;
– brotos, por infusão: indigestão, libera a menstruação;
– caroço raspado: disenteria, depurativo;
– caroço, por infusão: anti-helmíntico;
– infusão das folhas secas: diurético, doenças renais, hepáticas e da bexiga, artritismo, gota e ácido úrico, ativar a excreção biliar, regularizar o fluxo menstrual, carminativa e anti-séptico das vias respiratórias, nevralgias do Trigêmeo, antiinflamatória, digestiva, doenças renais.
– extrato fluido: 2 a 10 ml por dia;
– extrato seco: 1 g ao dia;
– fruto in natura: obstipação intestinal, diurético, elimina cálculos renais, contra artritismo e contém muitas vitaminas.
– pó do caroço, diluido em água: dor de barriga, varizes.
Uso externo:
– decocção da semente ralada: compressas locais, várias vezes ao dia: antiinflamatória;
– caroço ralado e posto em álcool: fricções (contra reumatismo).Obs.: Nâo se dispondo de folhas previamente secas e necessitando fazer uso interno do chá, ao invés de infusão deve-se fazer decocção (ferver pelo menos por uns 5 minutos), com o vasilhame destampado (para a evaporação dos componentes tóxicos).

Plantas medicinais guia de colheita e preparação.

A utilização de plantas medicinais é arma poderosa no tratamento das doenças, mas com o avanço da ciência e descoberta de partículas sintéticas que servem de medicamentos, está cultura perdeu força. Apesar disso os efeitos colaterais e baixa eficácia dos medicamentos artificiais estão cada vez mais contribuindo para o volta da fitoterapia.

Muitas vezes somos atraídos pela publicidade de resultados exagerados escondidos por estratégias que visam mais o lucro que o bem estar dos doentes e assim temos relegado a tradição do uso das plantas.

Aqui vão algumas informações sobre o manuseio dessas maravilhas da natureza.

Qual o melhor momento para fazer colheita

Parte da planta Quando colher
Raíz As partes que sobre o solo deve estar seca. Geralmente isto ocorre entre setembro e novembro.
Haste Os caules e ramos devem estar bem desenvolvidos, mas isso de ser antes da formação de botões.
Flor A colheita deve ser feita antes da formação de sementes.
Casca Planta adulta, depois que florir e dar frutos.
Fruto carnoso Antes do fruto estar maduro.
Semente Bem maduras e começando a secar.
Plantas inteiras Após a formação e a abertura dos botões e antes das flores abrirem.

Técnicas de colheita

  • Horário:
    • Pela manhã, o melhor horário é após a evaporação total do orvalho, a planta não deve estar molhada, pois o excesso de umidade pode retardar a secagem e favorecer a decomposição de substâncias importantes da planta.
    • A tarde, se o dia for muito quente é melhor deixar a fazer a colheita no fim da tarde.
  • Transporte: depois de colhidas as plantas devem ser transportadas em caixas arejadas para ajudar na ventilação. Evite em sacos plásticos pois eles impedem a ventilação e ainda ajudam na proliferação de fungos. Não misture as ervas, para que elas mantenham suas características.
  • Evite:
    • Plantas que estejam com manchas.
    • Plantas estejam com terra, com exceção das raízes.
    • Plantas próximas a poluição, estradas e agrotóxicos.

Secagem das plantas

A secagem serve para evitar a deterioração e aumentar a duração da erva.

  • separar plantas imperfeitas;
  • espalhar sobre uma superfície, em camadas de na máximo 5 centímetros;
  • deve-se dar uma mexida a cada 2 ou 3 dias;
  • deve-se colocar em um local arejado, sem sol e sem umidade;
  • secar uma espécie de cada vez, ou uma longe da outra;
  • estará seca quando você amassar um punhado e esfarelar.

Preparando o chá

Evite na preparação do chá utensílios de alumínio ou cobre, use de aço inoxidável, esmaltados, cerâmica ou vidro refratário. As raízes, talos, cascas e sementes levam mais tempo para cozinhar. As flores e folhas, partes mais tenras, levam menos tempo e são preparadas em separado devido também as propriedades que podem ser diferentes.

Tipos de processamento das plantas

  • INFUSÃO: derramar água fervente sobre a erva picada numa vasilha, tapar e deixar esfriar por 10 minutos. Usa-se para partes mais delicadas da planta: folhas e flores.
  • DECOCÇÃO: por as ervas numa vasilha com água e levar ao fogo. Ferver durante 10 a 20 minutos. Usa-se para raízes, rizomas, madeira, caule, cascas ou sementes. São partes mais duras que devem ser picadas e aconselha-se deixar durante a noite na água antes da decocção.
  • MACERAÇÃO: colocar as ervas de molho durante 8 a 24 horas em líquidos na temperatura ambiente: água (tisana ou garrafada), vinho, cachaça ou graspa ou mistura de água e álcool de cereais. As partes mais duras ficam mais tempo no líquido. Neste processo os minerais e vitaminas são mais aproveitados. Não são expelidos pelo vapor como nos processos anteriores.
  • TINTURA: usa-se de 25 a 80% de ervas e completa-se com álcool de cereais com maior ou menor graduação, usa-se mais ou menos álcool conforme a planta. Algumas liberam com mais facilidade que outras suas propriedades.
  • BANHO: faz-se uma infusão ou decocção (veja a seguir) mais concentrada que deve ser coada e misturada na água do banho. Outra maneira indicada é colocar as ervas em um saco de pano firme e deixar boiando na água do banho. Os banhos podem ser parciais ou de corpo inteiro, e são normalmente indicados 1 vez por dia.
  • CATAPLASMA: São obtidas por diversas formas:
    • amassar as ervas frescas e bem limpas, aplicar diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
    • as ervas secas podem ser reduzidas a pó, misturadas em água, chás ou outras preparações e aplicadas envoltas em pano fino sobre as partes afetadas;
    • pode-se ainda utilizar farinha de mandioca ou fubá de milho e água, geralmente quente, com a planta fresca ou seca triturada.
  • COMPRESSA: É uma preparação de uso local (tópico) que atua pela penetração dos princípios ativos através da pele. Utilizam-se panos, chumaços de algodão ou gaze embebidos em um infuso concentrado, decocto, sumo ou tintura da planta dissolvida em água. A compressa pode ser quente ou fria. Outra forma é molhar a ponta de uma toalha e colocar no local afetado, cobrindo com a outra ponta da toalha seca, para conservar o calor.
  • INALAÇÃO: Esta preparação utiliza a combinação do vapor de água quente com aroma das substâncias voláteis das plantas aromáticas, é normalmente recomendada para problemas do aparelho respiratório. Colocar a erva a ser usada numa vasilha com água fervente, na proporção de uma colher de sopa da erva fresca ou seca em 1/2 litro d’água, aspirar lentamente (contar até 3 durante a inspiração e até 3 quando expelir o ar), prosseguir assim ritmicamente por 15 minutos. O recipiente pode ser mantido no fogo para haver contínua produção de vapor. Usa-se um funil de cartolina (ou outro papel duro); ou ainda uma toalha sobre os ombros, a cabeça e a vasilha, para facilitar a inalação do vapor. No caso de crianças deve-se ter muito cuidado, pois há riscos de queimaduras, pela água quente e pelo vapor, por isso é recomendado o uso de equipamentos elétricos especiais para este fim.
  • GARGAREJO: Usado para combater afecções da garganta, amigdalites e mau hálito. Faz-se uma infusão concentrada e gargareja quantas vezes for necessário. Ex.: Sálvia (mau hálito), tanchagem, malva e romã (amigdalites e afecções na boca).
  • SUCO OU SUMO: Obtém-se o suco espremendo-se o fruto e o sumo ao triturar uma planta medicinal fresca num pilão ou em liqüidificadores e centrífugas. O pilão é mais usado para as partes pouco suculentas. Quando a planta possuir pequena quantidade de líquido, deve-se acrescentar um pouco de água e triturar novamente após uma hora de repouso, recolher então o líquido liberado. Como as anteriores, esta preparação também deve ser feita no momento do uso.
  • XAROPE: Os xaropes são utilizados normalmente nos casos de tosses, dores de garganta e bronquite. Na sua preparação, faz-se inicialmente uma calda com açúcar cristal rapadura, na proporção de 1 1/2 a 2 partes para cada 1 parte de água, em volume, por exemplo, 1 1/2 a 2 xícaras de açúcar ou rapadura ralada. A mistura é levada ao fogo e, em poucos minutos há completa dissolução e a calda estará pronta, com maior ou menor consistência, conforme desejado, então são adicionadas as plantas preferencialmente frescas e picadas, coloca-se em fogo baixo e mexe-se por 3 a 5 minutos, findos os quais o xarope é coado e guardado em frasco de vidro. Se for desejada a adição de mel ou em substituição ao açúcar, não se deve aquecer, neste caso adiciona-se apenas o suco da planta ou a decocção ou infusão frios. A quantidade de plantas a ser adicionada em cada xarope é variável segundo a espécie vegetal. O xarope pode ser guardado por até 15 dias na geladeira, mas se forem observados sinais de fermentação, ele deve ser descartado. Obviamente, os xaropes, devido à grande quantidade de açúcar, não devem ser usados por diabéticos.

DOSAGEM (pode variar de cha para :

  • Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café do preparado 3 vezes ao dia
  • De 1 a 2 anos: 1/2 xícara de chá 2 vezes ao dia
  • De 2 a 5 anos: 1/2 xícara de chá 3 vezes ao dia
  • De 5 a 10 anos: 1/2 xícara de chá 4 vezes ao dia
  • De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia
  • Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia

Outra recomendação se refere à redução proporcional das doses para crianças de acordo com a idade, assim se recomenda uma sexta, uma terça ou meia parte da dose preconizada para adultos.

HORÁRIO DE TOMAR OS CHÁS OU PREPARADOS:

  • os chás ou os preparados para despertar o apetite, tomam-se meia hora antes das refeições;
  • os chás ou preparados digestivos, calmantes e para a vesícula tomam-se após as refeições;

Obs:os chás ou preparados para outras finalidades tomam-se entre as refeições.