AVEIA

AVEIA
Avena sativa
Nome científico
Avena sativa L.
Família
Poaceae.
Outros nomes populares
aveia-cultivada; aveia hafer (alemão); avena (espanhol, italiano); avena, avoine (francês); avoine, common oat (inglês); oats (italiano).
Constituintes químicos
ácidos avênicos A e B, ácido pantotênico, ácido salicílico, albuminas, amido, apigenina, avenacosídeos A e B, carboidratos, carotenos, enzimas, fibras, glicídios, gluconinas, isoorientina, lipídios, maltose, niacina, óleos fixos (fonte de vitamina E), proteínas, sais minerais (sódio, fósforo, cálcio, ferro), vitamina B1 e B2, vitexina.
Propriedades medicinais
ansiolítica, antidepressiva, anti-hemorroidais, anti-reumática, antidiabética, aperiente, calmante, cicatrizante, digestiva, diurética, emoliente, expectorante, hepatoprotetora, hipotensora, laxante, nutritiva, refrescante, remineralizante, tônico reconstituinte nervoso, vitaminizante.
Indicações
acalmar dores reumáticas, aumentar a lactação, ciática, cólica, dar brilho ao cabelos; convalescentes de doenças graves, de operações e de diarréias violentas; desinflamar as mucosas e deter diarréia; dores de garganta e do tórax, diabete, eczema, esclerose, estimular o apetite, estimular a energia física e psíquica e a capacidade de concentração; evitar o cansaço e reduzir a necessidade de sono; facilitar a digestão e regular os intestinos; fadiga nervosa, frieiras, gota, gripe, hipertensão, impigens; insônia, nervosismo, perturbações hepáticas, prevenir a cárie dentária, queda de cabelo, reduzir a atividade tiroidiana, reduzir colesterol, rouquidão, tosse.
Parte utilizada
parte aérea, sementes.
Contra-indicações/cuidados
não encontrados na literatura consultada.
Modo de usar
<br>- "in natura" misturada ao leite, com sucos de frutas ou pura, no preparo de broas e bolos, sopas, mingaus e flocos de cereais industrializados; Os grãos são usados para preparar diversos uísques e, em alguns países, na fabricação de cerveja;<br>- na fabricação de cremes e máscaras emolientes, tônicos para a pele e xampus;<br>- germe de aveia: reduz níveis de colesterol do sangue;<br>- decocção da palha de aveia adcionado à água de banho: acalmar dores reumatismais, ciática, perturbações hepáticas, eczema, frieiras, impigens;<br>- decocção de três punhados de aveia em um litro e meio de água, ferver até que se reduza a um litro. Beber durante o dia: diurético, hidropisia;<br>- decocção de 50 g de aveia (depois de lavada em água corrente) em um litro de água, Ferver até o líquido reduzir à metade, filtrá-lo e adoçá-lo com mel. Beber em xícaras durante o dia: diarréia; Na água de banho (sem adoçar), pode se usar um litro do decocção: emoliente, refrescante;<br>- decocção de 30 g da palha em 1 litro de água: aumentar a diurese;<br>- infusão das folhas: tosse, gripes, rouquidão, cólicas, queda e brilho dos cabelos, fadiga nervosa, depressão, ansiedade, insônia e convalescência; auxiliar no tratamento da diabetes e preventivo de arteriosclerose e hipertensão; reumatismo, dores ciáticas, perturbações hepáticas, reduzir níveis de colesterol; facilitar a digestão, regular o intestino, auxiliar em casos de prisão de ventre e hemorróidas, estimular o apetite, atenuar dores no tórax e na garganta; prevenir a cárie dentária;<br>- infusão de um punhado de palha de aveia triturada em um litro de água. ferver, por 20 minutos. Beber durante o dia: ácido úrico;<br>- infusão de duas a três colheres de café de flocos de aveia por chávena de água; tomar três vezes por dia: estimular o apetite e atenuar as dores de garganta e do tórax; fadiga nervosa, nervosismo, insônia, reduzir a atividade tiroidiana, coadjuvante na diabete, esclerose, hipertensão;<br>- compressas: ferver dois punhado de farinha de aveia em pouco vinagre. Colocar a papa sobre uma gaze, aplicando-a sobre o local afetado: lumbago, tosse cararral;<br><br>Uso externo:<br>Adiciona-se à farinha de aveia, pequena quantidade de água (suficiente apenas para formar uma pasta). Aplicar sobre a pele e também em pequenas mordeduras de insetos, tratamento da pele, emoliente;<br>- ferver 1 colher de sopa de aveia em água até ter consistência de mingau. Tomar 2 a 3 xícaras de chá ao dia; cataplasma no peito para catarros bronquiais;
Algumas espécies dos gêneros

Artemísia

Artemisia annua
Nome científico
Artemisia annua L.
Família
Asteraceae.
Outros nomes populares
erva-de-são-joão.
Constituintes químicos
Propriedades medicinais
antiinflamatória, antiepilética, antiespasmódica, calmante, digestiva, diurética, relaxante da pele, sedativa, tônico p/ circulação, vermífuga (lombrigas e oxiúros).
Indicações
anemia, cólica abdominal, debilidade estomacal, diarréia, dismenorréia, dores reumáticas, espasmo, icterícia, inflamação, inflamação dos intestinos, nevralgia, vermes (lombriga, oxiúro).
Parte utilizada
Folhas e flores.
Contra-indicações/cuidados
lactantes, mulheres grávidas e menstruadas.
Modo de usar
– infusão de duas colheres das de sopa da erva para 1 litro de água. Tomar no máximo três xícaras por dia;- suco das folhas em fricções: artralgias e dores reumáticas.

AVELÃ

Corylus avellana
Nome científico
<i>Corylus avellana</i> L.
Família
Betulaceae.
Outros nomes populares
aveleira, hazel nut (inglês), avellana (espanhol), noisetier (francês), nocciola (italiano), haselnuss (alemão).
Constituintes químicos
ácido alantóico, ácido ascórbico, ácido esteárico, ácido linoléico, ácido mirístico, ácido oléico, ácido palmítico, ácido pantatênico, arsênico, avenasterol, bromina, betacaroteno, carboidratos, citrostadienol, clorina, europium, fitosteróis, fluorina, lantanum, maninotriose, niacina, rafinose, riboflavina, sais minerais (cálcio, ferro, magnésio, manganês, potássio, selênio, sódio, zinco), sucrose, vitamina B.
Propriedades medicinais
adstringente, antidiarréica, cicatrizante, nutritiva, depurativa.
Indicações
cicatrizar úlceras, chagas e feridas na pele, convalescença, desnutrição, diarréia, ferida, inflamação intestinal, ulceração.
Parte utilizada
frutos, casca de tronco, óleo.
Contra-indicações/cuidados
usar o óleo somente sob prescrição médica.
Modo de usar
<br>- cataplasma feito com a casca: cicatrizar úlceras, chagas e feridas na pele.<br>- fruto: consumido ao natural, torrado ou com mel.<br>- fruto: fabricação de pastas, manteiga, chocolates, bombons, sorvetes, tortas, bolos, biscoitos.<br>- óleo: fabricação de hidratantes para a pele e xampus.
Algumas espécies dos gêneros

MATRICÁRIA

Chrysanthemum parthenium
Nome científico
Chrysanthemum parthenium (L.) Bernh.
Família
Asteraceae.
Outros nomes populares
artemigem-dos-jardins, artemijo, artimijo, camomila-pequena, macela-da-serra, macela-do-reino, margaridinha, matricária, monsenhor-amarelo, piretro-do-cáucaso, artemísia dos ervanários, artemísia romana.
Constituintes químicos
óleo essencial (cetona, partenolides, germacronolides, guaianolides, sesquiterpenos clorados), álcool tugílico, felandreno, cadineno, proazuleno, flavona, princípio amargo (absintina).
Propriedades medicinais
antileucorréica, antiespasmódica, aperiente, calmante, carminativa, emenagoga, estomáquica, febrífuga, inseticida, insetífuga.
Indicações
enxaqueca, perturbações gástricas, insônia, males do coração e dos nervos, febres baixas, picada de mosquito, abelha e borrachudo, artrite, diarréia, dor de cabeça, leucorréia, anemia, cólica, atonia do útero, afecções gástricas, debilidade do estômago, enterite, epilepsia, flatulência, gastrite, hidropisia, icterícia, nervosismo, nevralgia, reumatismo.
Parte utilizada
flores, folhas, raízes.
Contra-indicações/cuidados
pode causar o aborto.
Modo de usar
<br>- infusão: 2 a 3 folhas e 3 a 4 flores em uma xícara das de chá com água. 1 a 3 xícaras ao dia.<br>- folhas frescas: comer diariamente de 3 a 5 folhas no pão, para reduzir enxaquecas.<br>- epilepsia: misturar 150 mgl de pó da raiz seca em 30 g de açúcar. Administrar o preparo 4 vezes ao dia.
Algumas espécies dos gêneros

AVELOZ

AVELOZ
Euphorbia tirucalli
Nome científico
Euphorbia tirucalli L.
Família
Euphorbiaceae.
Outros nomes populares
almeidinha, árvore-de-são-sebastião, árvore-do-coral-de-são-sebastião, árvore-do-lápis, avelós, cassoneira, cega-olho, coral-de-são-sebastião, coral-verde, coroa-de-cristo, dedinho, dedo-de-diabo, dente-de-cão, espinho-de-Cristo, espinho-de-judeu, espinho-italiano, graveto-do-diabo, labirinto, mata-verrugas, pau-pelado, pinheirinho, pau-liso, pau-sobre-pau; solitärpflanze (alemão), árbol de los dedos (espanhol), petroleum plant (inglês), euphorbea (italiano).
Constituintes químicos
óleos essenciais (eugenol), hidrocarbonetos terpênicos, aldeídos, látex, goma tirucalli, resina, diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol), 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato; 12-0-(22) (4E )-octadienol-4-deoxiforbol-13-acetado; ácido 3, 3Â’-di-0-metil-elágico; beta-sitosterol; ácido cítrico; ácido elágico; eufol; euforona; glucose; hentriacontanol; isoeuforal; kaempferol; ácido málico; sapogenina-acetatos; ácido succínico; taraxasterol; taraxerina; tirucalol.
Propriedades medicinais
látex: antiescorpiônico e ofídio (uso interno), anti-reumático, antiasmático, antiespasmódico, antibiótico, antibacteriano, antivirótico, anti-sifílico, cáustico, cauterizante de verrugas, expectorante, fungicida, purgativo, resolutivo (no tratamento de carcinomas e epiteliomas benignos), rubefaciente, vulnerária.
Indicações
verruga, calo, câncer, sífilis, tumor canceroso e pré-canceroso, neoplasias neuralgia, cólica, asma e gastralgia.
Parte utilizada
látex retirado dos ramos.
Contra-indicações/cuidados
doses elevadas são tóxicas e podem coagular o sangue. O látex é irritante e cáustico à pele. Se o látex atingir os olhos, pode destruir a córnea. Por ser altamente caústico, o látex precisa ser diluído em água. O látex puro pode provocar hemorragia. Ésteres de forbol são estudados como agentes promotores de tumor, induzindo a formação do linfoma de Burkitt e carcinoma nasofaringeo.<br>O uso excessivo pode provocar: intensa queimação; pálpebras inchadas; dor ardente do globo ocular; visão borrada; erosão do epitélio córneo; acuidade visual diminuída; fotofobia e cegueira temporária. Pode ser até letal.
Modo de usar
<br>- Uso interno: <br>. diariamente, durante uma semana, em um copo de água (200ml) acrescentar 1 gota do látex. Dividir a água em 3 doses. Beber uma dose pela manhã, outra ao meio dia e a última à noite. Na segunda semana passar para 2 gotas de látex (em um copo de água), na semana seguinte passar para 3 gotas e na 4.a semana usar 4 gotas;<br>. 6 gotas de látex do aveloz em 2 litros de água. Tomar um copo 3 vezes ao dia;<br>. 1 gota de látex em 1 copo de água. Tomar 1 colher (sopa) a cada hora.<br>Preparar somente no momento de usar.<br>- Uso externo:<br>. dores reumáticas: passar o leite diluído 2 a 3 vezes ao dia;<br>. verruga e calo: pingar 1 gota do látex.
Algumas espécies dos gêneros

ÁSARO

Asarum europaeum
Nome científico
Asarum europaeum L.
Família
Aristolochiaceae.
Outros nomes populares
ásaro haschwurz (alemão); assaret (francês); asarum, asarabacca, hazlewort, wild nard (inglês); asaro (italiano).
Constituintes químicos
– raiz: óleo volátil, asaron (cânfora de asarum C20H26O5), asarit, asarin (asarone, pinene e eugenol-metil-éter), resina, amido, glúten, albumina, vários sais, etc.
– folhas: asarin, ácido tânico, ácido cítrico, clorofila.<

Nota: asarum e asarit, têm a mesma composição química, diferindo nas propriedades físicas.

Propriedades medicinais
excitante, expectorante;
raiz: diurético, emético;
Folhas: purgativa, catártica, emético, errina.
Indicações
afecções do cérebro, olhos, face e garganta; apoplexia, bronquite, coqueluche, dermatoses, dor de cabeça persistente, dor de dente, enfermidades gastrintestinal, febre intermitente, oftalmia; paralisia da boca e língua; produzir vômitos, tosse.
Parte utilizada
folhas, raiz.
Contra-indicações/cuidados
é muito perigoso para ser usado sem supervisão médica.
Produz irritação nasal, seguida por secreções livres.
Modo de usar
Não ferva esta erva. Ferver diminui as suas propriedades.
– folhas secas e reduzidas a pó aspiradas pelas narinas: dores de cabeça persistente;
– infusão de um punhado de folhas frescas de ásaro em um litro de água fervente. Coar, adoçar e tomar 50 ml por vez, durante o dia: tosse seca;
– infusão: colocar sete folhas fresca de ásaro, 2 g de raízes em uma xícara de água quente. Coar e beber em seguida: vômito.
– tintura interiormente é estimulante em doses de 0,5g; emético 2 ml a 4 ml.
Algumas espécies dos gêneros

AVENCA

AVENCA
Adiantum capillus-veneris
Nome científico
Adiantum capillus-veneris L.
Família
Pteridaceae.
Outros nomes populares
avenca-comum, avenca-do-canadá, cabelo-de-vênus. Culantrillo (espanhol); capillaire (francês); maidenhair (inglês); capelvenere (italiano).
Constituintes químicos
óleos essenciais (eugenol), hidrocarbonetos terpênicos, aldeídos, látex, goma tirucalli, resina, diterpenos do tipo tigliano (ésteres de forbol) e ingenano (ésteres de ingenol), 4-desoxi-forbol e 12-O-tetradecanoil forbol-13-acetato; 12-0-(22) (4E )-octadienol-4-deoxiforbol-13-acetado; ácido 3, 3Â’-di-0-metil-elágico; beta-sitosterol; ácido cítrico; ácido elágico; eufol; euforona; glucose; hentriacontanol; isoeuforal; kaempferol; ácido málico; sapogenina-acetatos; ácido succínico; taraxasterol; taraxerina; tirucalol.
Propriedades medicinais
adstringente, antiasmática, antibacteriana, antidiarréica, antidisentérica, antiinflamatória, antioxidante, anti-seborréica, antitussígena, antiviral, aperiente, balsâmica, béquica, cardiotônica, colagoga, colerética, demulcente, depurativo, desintoxicante, diaforético, digestiva, diurético, emenagogo, emoliente, estimulante, expectorante, hemostática, hepática, hepatoprotetora, hipocolesterolêmica, hipoglicemiante, hipotensiva, laxante, peitoral, sudorífera, tônico.
Indicações
afecções catarrais das vias respiratórias, aparelho respiratório, aperiente, asma, bexiga, bronquite, catarro, caspa, debilidade das parturientes, dismenorréia, distúrbios do ovário e da bexiga, dor, dores menstruais, dores reumáticas, esclerose, febre, fígado, hepatite, hidropisia, inflamação do baço, laringite, peitoral, picada de cobra, picada de aranha, pulmão, queda de cabelo, regular a menstruação, resfriado, respiração, ressecamento da garganta, rouquidão, tórax, tosse, verrugas.
Parte utilizada
folhas e rizomas.
Contra-indicações/cuidados
não encontrados na literatura consultada.
Modo de usar
<br>- infusão ou decocção: <br>- 5%, 50 a 200ml/dia; <br>- 1 parte de folha: 100 partes de água. Tomar 8 a 10 colheres das de sopa por dia, meia hora antes das refeições; <br>- 1 xícara das de cafezinho em 1 litro de água. Tomar 2 a 4 xícaras ao dia;<br>- infusão de 20 g de folhas em meio litro de água fervente, deixar esfriar e filtrar. Adoçar com mel, tomando-o, em duas vezes, durante o dia: catarro bronquial, gripe, tosse;<br>- decocção de 25 g de folhas de avenca, 20 g de raiz de polígala, 20 g de sumidades floridas de marroio e 15 g de alcaçuz. Ferver, por 15 minutos, em três litros de águas, Filtrar, deixar esfriar e adoçar com mel. Tomar três ou quatro xícaras durante o dia, longe das refeições: catarro bronquial, gripe, tosse;<br>- decocção de 100 g de avenca seca em um litro de água, por meia hora. Filtrar o líquido e empregá-lo em fricções diárias no couro cabeludo: evitar calvície, caspa, queda de cabelo;<br>- xarope. Macerar 30 g de folhas de avenca em meio litro de água. Deixar no mínimo três horas, coar em guardanapo, apertar bem as folhas para sair todo o líquido. Adicionar o dobro do peso do líquido de açúcar ou mel, aquecer em banho-maria até a dissolução completa. Acrescentar, finalmente, 30 g de água de flor de laranjeira e consumir o xarope em colheradas, diversas vezes ao dia (20 a 100ml/dia): rouquidão;<br>- extrato fluido: 210ml/dia;<br>- tintura: 10 a 50ml/dia. Tomar 1 colher das de sopa a cada 8 horas; Passar em verrugas três vezes ao dia.
Algumas espécies dos gêneros

AMOREIRA-NEGRA

AMOREIRA-NEGRA
Morus nigra
Nome científico
Morus nigra L.
Família
Moraceae.
Outros nomes populares
amora, mulberry ou blackberry (inglês), morera (espanhol), mûrier noir (francês), mora (italiano), maulbeerbaum (alemão) e moral (castelhano).
Constituintes químicos
ácido ascórbico, ácidos graxos, ácido málico, aminoácidos, caroteno, flavonóides, frutose, glicose, sais minerais, tanino e triterpenos.
Propriedades medicinais
adstringente suave, antiinflamatória, antioxidante, anti-séptica, calmante, cicatrizante, depurativa, diurética, emoliente, expectorante, hipoglicêmica, hipotensora, laxante, refrescante, rejuvenescedora, revigorante.
Indicações
dor de dente, eczema, estômago, inflamação bucal (gengivite, amigdalite, boca, garganta), intestino, tosse, vermes.
Parte utilizada
folhas, frutos e casca.
Contra-indicações/cuidados
não encontrados na literatura consultada.
Modo de usar
<br>- infusão de 15 g folhas frescas em meio litro de água fervente. Tampar e quando estiver morno coar: diuréticas, ajudam a combater a hipertensão. Beber durante o dia uma xícara de cafezinho por vez: pressão sanguínea alta.<br>- infusão de 15 g de folhas secas em um litro de água fervente. Depois de morno, filtrar e beber durante o dia: diurético.<br>- infusão de 10 g de folhas frescas em 100 ml de água: diabetes.<br>- decocção de 40 g de casca e/ou raiz em meio litro de água, até que fique reduzido reduzida à metade. Depois de morno, filtrar o liquido e usar em bochechos: dores de dente, problemas digestivo. Bebendo uma xícara, 3 a 4 vezes ao dia, serve para expulsar vermes.<br>- decocção de 20 g de cascas de amoreira em meio litro de água. Filtrar e adoçar. Tomar uma xícara pequena meia hora antes das refeições: inapetência.<br>- Decocção de 15 g de raiz e casca de amoreira, misturadas, em meio litro de água. Ferver. Quando o líquido ficar morno, filtrar e adoçar com mel. Beber metade pela manhã, em jejum, e o restante à noite, antes de deitar: laxativa.<br>- suco – espremer as amoras, não totalmente maduras, recolhendo o liquido em uma tigela. Fazer bochechos freqüentes com este suco diluído em pouca água: inflamação na boca.<br>- xarope. Esmagar amoras e recolher o suco em um recipiente esmaltado, de vidro ou aço inox, Adicionar o dobro de açúcar e colocar em fogo brando. Quando adquirir a consistência de xarope, deixar esfriar e guardar em local fresco e escuro. Uso: diluir duas colherinhas do xarope em um cálice de água morna, empregando-a em gargarejos, para garganta, tosse.<br>- cataplasma das folhas. Colocar um punhado de folhas fresca, em um recipiente com uma ou duas colheres de água, aquecer até o líquido evaporar. Colocar as folhas sobre uma gaze e aplicá-las mornas. Quando a compressa esfriar, repetir 2 vezes: dermatoses, eczema, erupções cutâneas.<br>- frutos "in natura" ou com creme de leite ou chantilly, no preparo de compotas, doces cristalizados ou em massa, geléias, licores, sorvetes, tortas, vinhos e xaropes.<br>- o purê ou suco dos frutos maduros, são usados em cremes para peles sem vitalidade; loções de limpeza e compressas (acnes); em banhos; loções para escurecer cabelos castanhos.
Algumas espécies dos gêneros

ANGICO

ANGICO
Anadenanthera peregrina
Nome científico
Anadenanthera peregrina (L.) Speng.
Família
Fabaceae.
Outros nomes populares
paricá, angico-de-curtume, paricá-da-terra, paricá-de-curtume, paricá-do-campo, angico-branco, cambuí, niopó.
Constituintes químicos
<br>- casca e folhas: tanino;<br>- goma: angicose (açúcar), matérias resinosas e mucilaginosas;<br>-sementes: saponina.
Propriedades medicinais
<br>- casca: depurativa, hemostática, carminativa, emenagoga, antidiarréica, antidisentérica, antialérgica, expectorante, antitussígeno;<br>- goma: antiúlceras, antiinflamatória, expectorante, antitussígeno.
Indicações
<br>- casca: diarréia, disenteria, alergia, catarro, gases, hemorragia, pneumonia, tosse, asma;<br>- goma: úlceras, contusões, gonorréia, leucorréia, catarro, pneumonia, tosse, asma;
Parte utilizada
casca, goma.
Contra-indicações/cuidados
não deve ser usado internamente por grávidas e lactantes. TÓXICA. Sementes e folhas secas são alucinógenas, as folhas são tóxicas para o gado.<br>O uso pode provocar escoriações no septo nasal e nas mucosas da boca.
Modo de usar
<br>- decocção de 50 g de casca em um litro de água. Para uso externo ou adoça-se com mel e toma-se até seis colheres de sopa por dia (4 em 4 horas);<br>- decocção de 25 g de goma (resina) em um litro de água para uso externo ou para beber até seis colheres de sopa por dia, adoçado com mel;<br>- infusão ou decocção das cascas a 5% – dose máxima diária: 200 ml;<br>- extrato fluido – dose máxima diária: 10 ml;<br>- infusão de 5grs em 200 ml de água fervente (tosse ou bronquite). Tomar 3 xícaras por dia;<br>- pó da casca e da goma, dissolvidas em água morna açucarada: tosses, bronquites, afecções das vias respiratórias;<br>- infusão de 30 g de cascas em meio litro de água quente. Tomar três xícaras por dia; Externamente em gargarejos e também em lavagens vaginais nos corrimentos;<br>- xarope da casca: 50 g de casca em 600 ml de água com açúcar. Tome 3 colheres de sopa do xarope por dia em caso de bronquite e tosse;<br>- tintura: coloque 300 g de casca em 1 litro de álcool. Após 3 dias filtre e use esta tintura em caso de golpes e contusões (uso externo). Para lavagens 20 ml da tintura em 500 ml de água: leucorréia e úlceras;<br>- goma: dissolva 2 g de goma em água morna ou em infusão de folhas de malva adoce com mel ou açúcar: tosse e bronquite.
Algumas espécies dos gêneros