ABAJERÚ

Chrysobalanus icaco
Nome científico
Chrysobalanus icaco L.
Família
Chrysobalanaceae.
Outros nomes populares
bajerú, guajerú, abajero, ajuru, ajuru-branco, ariu, cajuru, goajuru, guajiru, guajuru, oajuru.
Constituintes químicos
ácido pomólico.<br>Nota: este ácido induz a apoptose, morte celular programada, nas células cancerosas, porém não é extraído da planta através de chá. O chá pode até ser prejudicial aos portadores de câncer.
Propriedades medicinais
hipoglicemiante (diabetes tipo II), antiblenorrágico, antidiabético, anti-reumático.
Indicações
blenorragia crônica, diabete tipo 2, diarréia crônicas, leucorréia, reumatismo.
Parte utilizada
folhas.
Contra-indicações/cuidados
não encontrados na literatura encontrada.
Modo de usar
infusão das folhas.
Algumas espécies dos gêneros

Plantas medicinais guia de colheita e preparação.

A utilização de plantas medicinais é arma poderosa no tratamento das doenças, mas com o avanço da ciência e descoberta de partículas sintéticas que servem de medicamentos, está cultura perdeu força. Apesar disso os efeitos colaterais e baixa eficácia dos medicamentos artificiais estão cada vez mais contribuindo para o volta da fitoterapia.

Muitas vezes somos atraídos pela publicidade de resultados exagerados escondidos por estratégias que visam mais o lucro que o bem estar dos doentes e assim temos relegado a tradição do uso das plantas.

Aqui vão algumas informações sobre o manuseio dessas maravilhas da natureza.

Qual o melhor momento para fazer colheita

Parte da planta Quando colher
Raíz As partes que sobre o solo deve estar seca. Geralmente isto ocorre entre setembro e novembro.
Haste Os caules e ramos devem estar bem desenvolvidos, mas isso de ser antes da formação de botões.
Flor A colheita deve ser feita antes da formação de sementes.
Casca Planta adulta, depois que florir e dar frutos.
Fruto carnoso Antes do fruto estar maduro.
Semente Bem maduras e começando a secar.
Plantas inteiras Após a formação e a abertura dos botões e antes das flores abrirem.

Técnicas de colheita

  • Horário:
    • Pela manhã, o melhor horário é após a evaporação total do orvalho, a planta não deve estar molhada, pois o excesso de umidade pode retardar a secagem e favorecer a decomposição de substâncias importantes da planta.
    • A tarde, se o dia for muito quente é melhor deixar a fazer a colheita no fim da tarde.
  • Transporte: depois de colhidas as plantas devem ser transportadas em caixas arejadas para ajudar na ventilação. Evite em sacos plásticos pois eles impedem a ventilação e ainda ajudam na proliferação de fungos. Não misture as ervas, para que elas mantenham suas características.
  • Evite:
    • Plantas que estejam com manchas.
    • Plantas estejam com terra, com exceção das raízes.
    • Plantas próximas a poluição, estradas e agrotóxicos.

Secagem das plantas

A secagem serve para evitar a deterioração e aumentar a duração da erva.

  • separar plantas imperfeitas;
  • espalhar sobre uma superfície, em camadas de na máximo 5 centímetros;
  • deve-se dar uma mexida a cada 2 ou 3 dias;
  • deve-se colocar em um local arejado, sem sol e sem umidade;
  • secar uma espécie de cada vez, ou uma longe da outra;
  • estará seca quando você amassar um punhado e esfarelar.

Preparando o chá

Evite na preparação do chá utensílios de alumínio ou cobre, use de aço inoxidável, esmaltados, cerâmica ou vidro refratário. As raízes, talos, cascas e sementes levam mais tempo para cozinhar. As flores e folhas, partes mais tenras, levam menos tempo e são preparadas em separado devido também as propriedades que podem ser diferentes.

Tipos de processamento das plantas

  • INFUSÃO: derramar água fervente sobre a erva picada numa vasilha, tapar e deixar esfriar por 10 minutos. Usa-se para partes mais delicadas da planta: folhas e flores.
  • DECOCÇÃO: por as ervas numa vasilha com água e levar ao fogo. Ferver durante 10 a 20 minutos. Usa-se para raízes, rizomas, madeira, caule, cascas ou sementes. São partes mais duras que devem ser picadas e aconselha-se deixar durante a noite na água antes da decocção.
  • MACERAÇÃO: colocar as ervas de molho durante 8 a 24 horas em líquidos na temperatura ambiente: água (tisana ou garrafada), vinho, cachaça ou graspa ou mistura de água e álcool de cereais. As partes mais duras ficam mais tempo no líquido. Neste processo os minerais e vitaminas são mais aproveitados. Não são expelidos pelo vapor como nos processos anteriores.
  • TINTURA: usa-se de 25 a 80% de ervas e completa-se com álcool de cereais com maior ou menor graduação, usa-se mais ou menos álcool conforme a planta. Algumas liberam com mais facilidade que outras suas propriedades.
  • BANHO: faz-se uma infusão ou decocção (veja a seguir) mais concentrada que deve ser coada e misturada na água do banho. Outra maneira indicada é colocar as ervas em um saco de pano firme e deixar boiando na água do banho. Os banhos podem ser parciais ou de corpo inteiro, e são normalmente indicados 1 vez por dia.
  • CATAPLASMA: São obtidas por diversas formas:
    • amassar as ervas frescas e bem limpas, aplicar diretamente sobre a parte afetada ou envolvidas em um pano fino ou gaze;
    • as ervas secas podem ser reduzidas a pó, misturadas em água, chás ou outras preparações e aplicadas envoltas em pano fino sobre as partes afetadas;
    • pode-se ainda utilizar farinha de mandioca ou fubá de milho e água, geralmente quente, com a planta fresca ou seca triturada.
  • COMPRESSA: É uma preparação de uso local (tópico) que atua pela penetração dos princípios ativos através da pele. Utilizam-se panos, chumaços de algodão ou gaze embebidos em um infuso concentrado, decocto, sumo ou tintura da planta dissolvida em água. A compressa pode ser quente ou fria. Outra forma é molhar a ponta de uma toalha e colocar no local afetado, cobrindo com a outra ponta da toalha seca, para conservar o calor.
  • INALAÇÃO: Esta preparação utiliza a combinação do vapor de água quente com aroma das substâncias voláteis das plantas aromáticas, é normalmente recomendada para problemas do aparelho respiratório. Colocar a erva a ser usada numa vasilha com água fervente, na proporção de uma colher de sopa da erva fresca ou seca em 1/2 litro d’água, aspirar lentamente (contar até 3 durante a inspiração e até 3 quando expelir o ar), prosseguir assim ritmicamente por 15 minutos. O recipiente pode ser mantido no fogo para haver contínua produção de vapor. Usa-se um funil de cartolina (ou outro papel duro); ou ainda uma toalha sobre os ombros, a cabeça e a vasilha, para facilitar a inalação do vapor. No caso de crianças deve-se ter muito cuidado, pois há riscos de queimaduras, pela água quente e pelo vapor, por isso é recomendado o uso de equipamentos elétricos especiais para este fim.
  • GARGAREJO: Usado para combater afecções da garganta, amigdalites e mau hálito. Faz-se uma infusão concentrada e gargareja quantas vezes for necessário. Ex.: Sálvia (mau hálito), tanchagem, malva e romã (amigdalites e afecções na boca).
  • SUCO OU SUMO: Obtém-se o suco espremendo-se o fruto e o sumo ao triturar uma planta medicinal fresca num pilão ou em liqüidificadores e centrífugas. O pilão é mais usado para as partes pouco suculentas. Quando a planta possuir pequena quantidade de líquido, deve-se acrescentar um pouco de água e triturar novamente após uma hora de repouso, recolher então o líquido liberado. Como as anteriores, esta preparação também deve ser feita no momento do uso.
  • XAROPE: Os xaropes são utilizados normalmente nos casos de tosses, dores de garganta e bronquite. Na sua preparação, faz-se inicialmente uma calda com açúcar cristal rapadura, na proporção de 1 1/2 a 2 partes para cada 1 parte de água, em volume, por exemplo, 1 1/2 a 2 xícaras de açúcar ou rapadura ralada. A mistura é levada ao fogo e, em poucos minutos há completa dissolução e a calda estará pronta, com maior ou menor consistência, conforme desejado, então são adicionadas as plantas preferencialmente frescas e picadas, coloca-se em fogo baixo e mexe-se por 3 a 5 minutos, findos os quais o xarope é coado e guardado em frasco de vidro. Se for desejada a adição de mel ou em substituição ao açúcar, não se deve aquecer, neste caso adiciona-se apenas o suco da planta ou a decocção ou infusão frios. A quantidade de plantas a ser adicionada em cada xarope é variável segundo a espécie vegetal. O xarope pode ser guardado por até 15 dias na geladeira, mas se forem observados sinais de fermentação, ele deve ser descartado. Obviamente, os xaropes, devido à grande quantidade de açúcar, não devem ser usados por diabéticos.

DOSAGEM (pode variar de cha para :

  • Menor de 1 ano de idade: 1 colher de café do preparado 3 vezes ao dia
  • De 1 a 2 anos: 1/2 xícara de chá 2 vezes ao dia
  • De 2 a 5 anos: 1/2 xícara de chá 3 vezes ao dia
  • De 5 a 10 anos: 1/2 xícara de chá 4 vezes ao dia
  • De 10 a 15 anos: 1 xícara de chá 3 vezes ao dia
  • Adultos: 1 xícara de chá 3 a 4 vezes ao dia

Outra recomendação se refere à redução proporcional das doses para crianças de acordo com a idade, assim se recomenda uma sexta, uma terça ou meia parte da dose preconizada para adultos.

HORÁRIO DE TOMAR OS CHÁS OU PREPARADOS:

  • os chás ou os preparados para despertar o apetite, tomam-se meia hora antes das refeições;
  • os chás ou preparados digestivos, calmantes e para a vesícula tomam-se após as refeições;

Obs:os chás ou preparados para outras finalidades tomam-se entre as refeições.