AMIEIRO

AMIEIRO
Alnus glutinosa
Nome científico
Alnus glutinosa (L.) Gaertn.
Família
Betulaceae.
Outros nomes populares
amieiro erle (alemão), aliso, alno e humero (espanhol), aune (francês), alder-tree, black alder, common alder, english alder, european alder e owler (inglês), alno (italiano).
Constituintes químicos
taninos (20%), ácidos graxos (palmítico, esteárico), glucosídeos flavônicos tipo hiperosídeo, emodina (corante), flobafenos, taraxerol, taraxerona, lupeol, fitoesteróides: beta-sitosterol.
Propriedades medicinais
adstringente (antidiarréico, hemostático local), analgésico local, antipirético, catártica, colerético, descongestionante, emética, febrífuga, hemostática, mucilaginosa, tônico amargo.
Indicações
chagas, contrações musculares, diarréia, disfunção hepatobiliar, estomatite, febre, ferida, garganta (faringite, tonsilite), hemorróida, leucorréia, inflamações osteoarticulares, mialgias, parodontopatia, úlceras cutâneas, vulvovaginite.
Parte utilizada
casca do tronco e dos ramos, folhas, raiz.
Contra-indicações/cuidados
obstrução das vias biliares, gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome de intestino irritável, colite ulcerosa, hepatopatia, epilepsia, doença de Parkinson e outras doenças neurológicas, tratamentos com alcalóides ou sais de ferro (que são neutralizados pelos taninos).<br>Levar em conta também o teor alcoólico da fórmula (extrato, tintura) no caso de grávidas, lactantes e crianças menores de 2 anos.<br>Os taninos podem causar irritação da mucosa gástrica.
Modo de usar
<br>Como emético usar a casca fresca, pois ela provoca vômito. Para todos os outros fins usar a casca seca.<br>Uso externo: estomatite, parodontopatia, faringite, vulvovaginite, feridas, ulcerações cutâneas, inflamações osteoarticulares, mialgias, contrações musculares;<br>- casca pulverizada e folhas: tônica;<br>- decocção da raiz: gargarejo para inflamações na boca, garganta dolorida, faringite;<br>- decocção da casca em vinagre para lavagem externa: piolho, problemas de pele (sarna, crostas), reumatismo, inflamações, queimaduras, pés doloridos, hidropisia, cobreiro, impetigo, prurite; cataplasma para inchações de todos os tipos que incluem glândulas aumentadas, escrófula, limpar dentes, firmar gengivas;<br>- decocção de uma colher de sopa de casca ou folhas em 200 ml de água. Para uso interno, beber até 400 ml por dia, dividido em várias doses pequenas;<br>- decocção para uso interno: 20 g de casca e folhas por litro de água, ferver 5 minutos e tomar 100 ml 2 a 3 vezes por dia;<br>- decocção para uso externo: 20 g de casca por litro de água, fervir 5 minutos e aplicar em forma de compressas, lavagens, colutórios, gargarejos;<br>- decocção de 30 g de casca em um litro de água. Ferver por 10 minutos. Para lavagem de hemorróidas, feridas, chagas e úlceras. Depois de morno, filtrar e realizar lavagens freqüentes, a fim de eliminar as inflamações e as dores conseqüentes;<br>- decocção para gargarejos de 20 g de casca em meio litro de água. Deixar amornar, coá-lo e adoçá-lo com mel, utilizando-o para fazer gargarejos: garganta (faringite, tosse);<br>- infusão de uma colher de sopa de folhas esmagadas para 250 ml água fervente. Deixe esfriar 1/2 hora;<br>- infusão para irrigações de 50 g de casca de amieiro a um litro de água fervente, deixando até ficar morno. Filtrá-lo e empregá-lo para fazer irrigação vaginal. Repetir a operação duas vezes ao dia: leucorréia;<br>- tintura: a dose é de 1/2 a 1 colher de sopa ao dia;<br>- pó: dose é de 0,5 a 0,7 g ao dia;<br>- as folhas podem ser usadas escaldadas, aplicando-as sobre as articulações afetadas: analgésico local;<br>- os ramos com folhas podem ser usados como mosquicida.
Algumas espécies dos gêneros

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